Nossa, tanto tempo que eu não vinha aqui. Exatamente 4 anos.
E nesses 4 anos tanta coisa mudou na minha vida! Grandes coisas aconteceram.
Continuo na mesma casa, na mesma família mas minha concepção das normalidades já não batem com os antigos pensamentos. Com o tempo irão perceber do que falo.
À minha filha deixo um beijo singelo mas o amor que cabe nele é arrebatador.
E é pra ela que continuarei escrevendo aqui.
Até mais
terça-feira, 24 de maio de 2016
sábado, 1 de dezembro de 2012
Minha menina de 9 anos
Acho que já tem mais de 1 ano que não posto nada por aqui. Eu estou bem, minha filha está bem, meu marido também. Minha mãe, meu pai e minhas irmãs e sobrinhos também estão bem. Só estou bem, quando eles estão bem.
Minha filha tá crescendo e já não tenho mais somente uma criancinha, ela pouco a pouco tá se transformando em mocinha. Tenho tanto medo do mundo que a cerca.
Mas...
Filha, eu te amo.
Meu trabalho, minha faculdade e minha vida não tem sentido sem a tua presença. Cresça, mas seja sempre a menininha da mamãezinha tá?
Minha filha tá crescendo e já não tenho mais somente uma criancinha, ela pouco a pouco tá se transformando em mocinha. Tenho tanto medo do mundo que a cerca.
Mas...
Filha, eu te amo.
Meu trabalho, minha faculdade e minha vida não tem sentido sem a tua presença. Cresça, mas seja sempre a menininha da mamãezinha tá?
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Dia de Finados
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Encontrei no blog da Silmara Franco , uma crônica que retrata bem o dia de hoje. Peço licença pra Silmara, e publico aqui o texto:
Foi no dia de Finados que meus pais se conheceram. Ele gosta de começar a história assim: “No dia dos mortos, dois vivos se encontraram”. Ela morreu no dia dos Namorados. Ainda não compreendi direito a relação que existe entre o amor e a morte. Só sei que no calendário um vem antes do outro.
Nunca visitei o lugar onde as cinzas de minha mãe foram lançadas. Combinamos: ela é quem me visita. Em sonho, roupa, fotografia, receita de panqueca. De tempos em tempos, tomamos um chá da tarde. Mas falta algo nesses encontros. A xícara dela está sempre vazia.
Quando meu irmão mais velho entrou na faculdade, ela descobriu que estava doente. Escondeu a doença dos três filhos. Ao fazer isso, escolheu o caminho mais longo para salvar sua vida e, ao mesmo tempo, o mais curto para o fim dela. Só procurou o médico cinco anos mais tarde, depois da festa de formatura. Teve tantos medos antes disso. De parar de trabalhar, de meu irmão não poder continuar os estudos, num dominó de receios sem sentido. Passados cinco anos daquela festa, a família se reuniu novamente. Desta vez, sem nada para comemorar.
Até hoje meu pai faz poesias para minha mãe. Na sua academia particular de letras, ela é a sua imortal. Sempre que ele vê os netos, lamenta ela não ter conhecido nenhum. Um pesar logo substituído pelas novidades do dia, as eleições, o calor, o livro que ele está lendo. É bom assim. Distração é o melhor remédio para a saudade.
Ontem encontrei o gorro dela, de lã cor de vinho, guardado no meu armário. Ainda tem a borboletinha verde costurada nele, ideia dela para aproveitar o enfeite que caíra de um grampo. Na verdade, o gorro era meu e acabou ficando para ela, que o usava para se aquecer nos dias gelados, já sem cabelos por causa da quimioterapia. Agora ela não precisa mais dele, eu sim. Como é que se põe gorro no coração? Às vezes, o meu sente tanto frio.
***
Aqui no quintal as sementes de ipê brotaram, e a amoreira da rua de cima está carregada. Meu filho aprendeu a escrever, vive me mandando bilhetinhos escrito “eutiadoro”, assim, com i e tudo junto. O machucado do meu dedo já nem dói mais. A filha da minha amiga nasceu e eu acertei fazer moqueca. No dia dos mortos, é bom falar de amor.
domingo, 24 de julho de 2011
Amy is dead
Nunca ouvi o canto do Uirapuru, pássaro encantado daqui da Amazônia. Mas quando ouvi pela primeira vez, a voz maviosa de Amy Winehause fiquei encantada, e silenciosa escutei aquela canção, nem queria saber o que ela estava querendo dizer com a letra, apenas senti a magia.
Não estou exagerando, juro.
Hoje, no mundo todo a notícia: Amy está morta.
Perda para o mundo musical. Perda para os meus ouvidos.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Poema para você (Palavras de catarro)
Sem nada a dizer, deixo esse poema pra você.
Desaba de manhã,
Como uma grande implosão
esta segunda-feira,
E mesmo com a fiel astenia
Faço-te referências em meu dia.
Há vários dias,
Que estou com você por aqui
Pra você é esse poema tossido,
Palavras de catarro
São para você,
Vírus verbais são para você.
Esse poema é para você
(fique vulnerável)
Esse poema é para você adoecer,
É para você hospitalizar-se
Em meu esquecimento.
É para você apodrecer,
Esse poema é para você morrer.
De Marko da Lama
Desaba de manhã,
Como uma grande implosão
esta segunda-feira,
E mesmo com a fiel astenia
Faço-te referências em meu dia.
Há vários dias,
Que estou com você por aqui
Pra você é esse poema tossido,
Palavras de catarro
São para você,
Vírus verbais são para você.
Esse poema é para você
(fique vulnerável)
Esse poema é para você adoecer,
É para você hospitalizar-se
Em meu esquecimento.
É para você apodrecer,
Esse poema é para você morrer.
De Marko da Lama
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O fabuloso destino de Amélie Poulain.
Outro dia, disse ao meu marido que o próximo filme que quero é: O fabuloso destino de Amélie Poulain.
Passeando pelo tio Google, encontrei um texto de Mari Espada, e resolvi posta-lo aqui. É bem o que eu penso.
"Amélie Poulain é o meu refúgio em dias tristes. E confesso ter fugido para o seu mundo muitas vezes nessas últimas semanas, e que vou fugir sempre que precisar redescobrir as pequenas felicidades da vida.
Passeando pelo tio Google, encontrei um texto de Mari Espada, e resolvi posta-lo aqui. É bem o que eu penso.
"Amélie Poulain é o meu refúgio em dias tristes. E confesso ter fugido para o seu mundo muitas vezes nessas últimas semanas, e que vou fugir sempre que precisar redescobrir as pequenas felicidades da vida.
Por isso bateu-me a vontade de escrever sobre esse espetacular filme lançado há 10 anos, mas que é atemporal e conversa com os corações de todas as pessoas em todas as épocas.
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| Amélie descobrindo o amor. |
Como diz o narrador do filme, Amélie é filha de “um refrigerador e uma neurótica”, e assim passou por uma infância incomum. Seu pai era médico, uma pessoa tão fria e avessa a carinhos que o único toque que estabelecia com a filha era através do estetoscópio. Por esse motivo Amélie foi diagnosticada com uma anomalia cardíaca, pois sempre que recebia esse raro toque de seu pai, seu coração disparava de emoção.
Então, devido ao problema de saúde, que nada mais era do que carência afetiva, a menina foi privada de ter contato com outras crianças, sendo alfabetizada pela própria mãe, que veio a falecer deixando Amélie ainda mais solitária no mundo, pois nem mesmo o peixinho dourado da família sobreviveu ao estado nervoso dos Poulain e, deprimido, tentou se matar por diversas vezes.
Mas de certa forma, a morte da mãe representou a libertação de Amélie, que aprendeu aos poucos a apreciar os pequenos prazeres da vida. Na realidade, minúsculos, pois para uma criança privada de qualquer contato humano, as coisas preferidas tornaram-se mergulhar as mãos em sacos de cereal (algo que eu também amo!), quebrar a crosta açucarada do crème brûlée com a colher e atirar pedrinhas na água para vê-las ricochetear.
E, descobrindo a vida, Amélie muda-se do subúrbio para o bairro parisiense de Montmartre, onde começou a trabalhar como garçonete e logo conheceu sua verdadeira vocação: promover a felicidade alheia. E certamente com esse filme a vocação de Amélie está salvaguardada para toda a eternidade.
Se você ainda não assistiu ao filme, assista. E aprenda a olhar o mundo e a sua vida através de outros olhos! Os grandes e apaixonados olhos de Audrey Tatou, que deram vida à Amélie Poulain e, indiretamente, à mim nos dias mais tristes.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Dia Branco
Quando eu tinha 14 anos, conheci um menino na escola, seu apelido era Naco, e nunca soube seu nome. Na verdade ele era apaixonado por uma colega da minha sala, e todos os dias ele aparecia pra olhar um pouco pra ela, mas ela não dava bola pra ele. Um dia Naco me avistou, então seu olhar mudou de direção e seu coração também. Apaixonou-se por mim. Fiquei lisonjeada, e criei um certo carinho por ele, porém tudo que fazíamos era conversar, eu ainda não havia beijado ninguém e ficava nervosa só de pensar quando ficava a sós com ele.
Ganhei um cartão dele, um cartão estampado com o Mickey, e lembro bem, o Mickey estava pensativo e com cara de apaixonado. E dentro uma cartinha com coisas bonitinhas escritas e a letra de uma música, era a música de Geraldo Azevedo, Dia branco. O namorico não vingou( e nem o beijei, tadinho, insistiu tanto).
Semanas depois, conheci um outro menino, e por esse sim me apaixonei, e dei meu primeiro beijo de mocinha apaixonada, ele também se apaixonou por mim. E não lembro como, esse menino descobriu minha cartinha de amor, e se roendo de ciúmes, rasgou a carta em mil pedaços. E acreditem, achei lindo, pra mim foi uma demonstração de amor, mas esse história de amor durou pouco, fiquei chupando dedo, e fiquei sem minha cartinha. Sofri viu, ele foi meu primeiro amor e agora ele é parte da minha história, assim como o outro menino, assim como o cartão do Mickey Mouse, assim como Dia branco. Dia branco
Geraldo Azevedo
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto
Esse canto de amor
Oh! oh! oh...
Se branco ele for
Esse tanto
Esse canto de amor
Oh! oh! oh...
Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo
Pro que der e vier
Comigo
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
E nesse dia branco
Se branco ele for
Esse canto
Esse tão grande amor
Grande amor...
Se branco ele for
Esse canto
Esse tão grande amor
Grande amor...
Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo
Pro que der e vier
Comigo
Comigo, comigo...
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