domingo, 24 de julho de 2011

Amy is dead

Nunca ouvi o canto do Uirapuru, pássaro encantado daqui da Amazônia. Mas quando ouvi pela primeira vez, a voz maviosa de Amy Winehause fiquei encantada, e silenciosa escutei aquela canção, nem queria saber o que ela estava querendo dizer com a letra, apenas senti a magia.
Não estou exagerando, juro.

Hoje, no mundo todo a notícia: Amy está morta.

Perda para o mundo musical. Perda para os meus ouvidos.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Poema para você (Palavras de catarro)

Sem nada a dizer, deixo esse poema pra você.

Desaba de manhã,
Como uma grande implosão
esta segunda-feira,
E mesmo com a fiel astenia
Faço-te referências em meu dia.
Há vários dias,
Que estou com você por aqui
Pra você é esse poema tossido,
Palavras de catarro
São para você,
Vírus verbais são para você.
Esse poema é para você
(fique vulnerável)
Esse poema é para você adoecer,
É para você hospitalizar-se
Em meu esquecimento.
É para você apodrecer,
Esse poema é para você morrer.

De Marko da Lama

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O fabuloso destino de Amélie Poulain.

Outro dia, disse ao meu marido que o próximo filme que quero é: O fabuloso destino de Amélie Poulain.
Passeando pelo tio Google, encontrei um texto de Mari Espada, e resolvi posta-lo aqui. É bem o que eu penso.

"Amélie Poulain é o meu refúgio em dias tristes. E confesso ter fugido para o seu mundo muitas vezes nessas últimas semanas, e que vou fugir sempre que precisar redescobrir as pequenas felicidades da vida.
Por isso bateu-me a vontade de escrever sobre esse espetacular filme lançado há 10 anos, mas que é atemporal e conversa com os corações de todas as pessoas em todas as épocas.
Amélie descobrindo o amor.
Como diz o narrador do filme, Amélie é filha de “um refrigerador e uma neurótica”, e assim passou por uma infância incomum. Seu pai era médico, uma pessoa tão fria e avessa a carinhos que o único toque que estabelecia com a filha era através do estetoscópio. Por esse motivo Amélie foi diagnosticada com uma anomalia cardíaca, pois sempre que recebia esse raro toque de seu pai, seu coração disparava de emoção.
Então, devido ao problema de saúde, que nada mais era do que carência afetiva, a menina foi privada de ter contato com outras crianças, sendo alfabetizada pela própria mãe, que veio a falecer deixando Amélie ainda mais solitária no mundo, pois nem mesmo o peixinho dourado da família sobreviveu ao estado nervoso dos Poulain e, deprimido, tentou se matar por diversas vezes.
Mas de certa forma, a morte da mãe representou a libertação de Amélie, que aprendeu aos poucos a apreciar os pequenos prazeres da vida. Na realidade, minúsculos, pois para uma criança privada de qualquer contato humano, as coisas preferidas tornaram-se mergulhar as mãos em sacos de cereal (algo que eu também amo!), quebrar a crosta açucarada do crème brûlée com a colher e atirar pedrinhas na água para vê-las ricochetear.
E, descobrindo a vida, Amélie muda-se do subúrbio para o bairro parisiense de Montmartre, onde começou a trabalhar como garçonete e logo conheceu sua verdadeira vocação: promover a felicidade alheia. E certamente com esse filme a vocação de Amélie está salvaguardada para toda a eternidade.
Se você ainda não assistiu ao filme, assista. E aprenda a olhar o mundo e a sua vida através de outros olhos! Os grandes e apaixonados olhos de Audrey Tatou, que deram vida à Amélie Poulain e, indiretamente, à mim nos dias mais tristes.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dia Branco

Quando eu tinha 14 anos, conheci um menino na escola, seu apelido era Naco, e nunca soube seu nome. Na verdade ele era apaixonado por uma colega da minha sala, e todos os dias ele aparecia pra olhar um pouco pra ela, mas ela não dava bola pra ele. Um dia Naco me avistou, então seu olhar mudou de direção e seu coração também. Apaixonou-se por mim. Fiquei lisonjeada, e criei um certo carinho por ele, porém tudo que fazíamos era conversar, eu ainda não havia beijado ninguém e ficava nervosa só de pensar quando ficava a sós com ele. 
Ganhei um cartão dele, um cartão estampado com o Mickey, e lembro bem, o Mickey estava pensativo e com cara de apaixonado. E dentro uma cartinha com coisas bonitinhas escritas e a letra de uma música, era a música de Geraldo Azevedo, Dia branco. O namorico não vingou( e nem o beijei, tadinho, insistiu tanto).
Semanas depois, conheci um outro menino, e por esse sim me apaixonei, e dei meu primeiro beijo de mocinha apaixonada, ele também se apaixonou por mim. E não lembro como, esse menino descobriu minha cartinha de amor, e se roendo de ciúmes, rasgou a carta em mil pedaços. E acreditem, achei lindo, pra mim foi uma demonstração de amor, mas esse história de amor durou pouco, fiquei chupando dedo, e fiquei sem minha cartinha. Sofri viu, ele foi meu primeiro amor e agora ele é parte da minha história, assim como o outro menino, assim como o cartão do Mickey Mouse, assim como Dia branco.  
Dia branco
Geraldo Azevedo
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto
Esse canto de amor
Oh! oh! oh...
Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
E nesse dia branco
Se branco ele for
Esse canto
Esse tão grande amor
Grande amor...
Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo
Comigo, comigo...

terça-feira, 22 de março de 2011

Sem tempo pra postar...mas continuo sempre dando aquela voltinha pelo mundo virtual, e fazendo minhas visitas pelos blogs que mais amo.

Beijo e flores e amores.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Consultório Veterinário de Icoaraci

Médica Veterinária Milena Pires.  CRMV 2040

Endereço: TRavessa Dr Lopo de Castro, Icoaraci, Belém Pará

Telefones: (91) 3247 3439


Propaganda do consultório da minha irmã, hehehehe. Então se seu bichinho de estimação precisar, é só entrar em contato.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Banho de chuva

Mãeeeeeeee, eu posso tomar banho de chuva??? coisas da infância.


Praça Batista Campos, Belém Pa
Não lembro minha idade, mas quando conquistei o direito de andar sozinha no quintal (nessa época minha avó tinha um quintal bem grande, pelo meu olhar de menina) era uma alegria só. Brincava muito com meus primos, meus amiguinhos e minhas irmãs. Mas quando a chuva se anunciava era chato,  pois sabíamos que a brincadeira iria acabar. 


Bem pequenininha minha mãe não me deixava brincar na chuva. Crescida só mais pouquinho, eu já tentava convencer minha mãe, as vezes insistia tanto a ponto de deixa-lá irritada, e minha mãe acabava cedendo. -" Vai menina, vai e para de me perturbar ." E eu feliz da vida ia brincar com as outras crianças.


Quando estávamos brincando de casinha, ou de carrinho (eu brincava com meus primos de carrinho, quando não tinha menina pra brincar de casinha), ou qualquer outra brincadeira no qual a chuva poderia "estragar" a brincadeira, rápido nos transformávamos na Xuxa e nas Paquitas. E dançávamos na chuva e cantávamos na chuva e eramos tão felizes na nossa inocente infância, com toda aquela chuva nos lavando o corpo e nossa pequena alma de anjinhos. 


Então de duas formas nossa( minha) brincadeira acabava:1ª quando a chuva passava e todos molhados e com frio íamos procurar nossas casas ou 2ª quando minha mãe no melhor da brincadeira dizia: - A chuva tá muito grossa, passa pra dentro menina." E eu com a cara franzida de descontentamento tinha que entrar, e deixar a chuva lá fora encharcando o chão e deixando florir...


Aqui em Belém do Pará, a chuva faz parte do nosso cotidiano. Quase todas as tardes temos nossa Chuva das duas. Nossos compromissos são agendados para antes ou depois da chuva. Amo muito...


E já já lá vem elaaaaa....